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Simulador agronômico do Cerrado

🌱 BioSafra

Mil hectares · dez safras · um solo que lembra o que você fez com ele

Um simulador de fazenda no estilo Stardew Valley, só que a agronomia não é enfeite: é a mecânica. Você analisa o solo, corrige pelo laudo, escolhe cultivar e população, planta com máquina que erra de verdade, multiplica bioinsumo na biofábrica e colhe um relatório que diz onde cada saca ficou.

Roda no navegador, sem instalar nada. O progresso fica salvo no seu aparelho.

1.000 ha4 pivôs e 6 talhões de sequeiro, abertos aos poucos conforme o caixa deixa
10 safrasa campanha inteira, com o solo carregando a conta de um ano para o outro
17 bioinsumosmultiplicados na sua biofábrica, com dose, qualidade de lote e validade
239 testesverificações automáticas que travam a calibração contra as fontes reais
O achado que define o jogo

O biológico não controla doença de folha. E é exatamente por isso que ele importa.

A rede oficial de ensaios cooperativos da Embrapa mede Bacillus aplicado sozinho contra ferrugem-asiática em 11% a 14% de controle, dentro do mesmo grupo estatístico da testemunha que não recebeu nada. O programa químico entrega 75% a 80%.

Isso poderia ter matado o conceito do jogo. Fez o contrário: obrigou a encontrar onde o biológico realmente paga, que não é na folha. É no banco de inóculo do solo, no nematoide, na fixação de nitrogênio, na cobertura de fim de ciclo sem carência e, sobretudo, na curva de resistência.

O biológico não te faz colher mais nesta safra. Te faz continuar colhendo daqui a oito anos.

Embrapa Soja, Circulares Técnicas 175, 185, 186, 217 e 218 · monitoramento de sensibilidade 2024/25 e 2025/26

O químico se gasta

Fluconazol caiu em 2004, tebuconazol em 2005, estrobilurina em 2013/14, carboxamida em 2016/17. A CI50 da azoxistrobina saiu de 0,05 ppm para 250 ppm. Hoje os melhores tratamentos só chegam a 80% porque carregam multissítio na mistura.

O biológico não seleciona

Ele age por vários mecanismos ao mesmo tempo, então o patógeno não tem um sítio único para driblar. Substituir uma entrada química por biológica não acumula resistência em grupo nenhum, e o biológico na calda corta pela metade a seleção do parceiro.

E derruba o banco de inóculo

Trichoderma parasita o escleródio: enrola a hifa, penetra e consome. Nenhum fungicida faz isso. Os ensaios cooperativos medem de 26% a 41% de redução da germinação carpogênica a campo, e o efeito é cumulativo safra após safra.

O ciclo de uma safra

Sete decisões, e o solo cobra todas elas na colheita

Um dia de jogo leva dois minutos. Uma safra de soja tem 118 dias. Nada aumenta o potencial de 110 sacas por hectare: tudo o que você faz é evitar que ele caia.

Analise o soloLaudo básico ou detalhado. O básico não enxerga nematoide, e o que você não vê no laudo você paga na colheita.
Corrija pela conta, não pelo hábitoCalcário pela necessidade calculada com V%, CTC e PRNT. Passar do ponto trava micronutriente em vez de ajudar.
Escolha cultivar e populaçãoPopulação alta com nitrogênio alto, dossel úmido e inóculo no talhão é surto de mofo-branco quase certo.
Proteja o sulco antes de plantarDoença de solo não se cura, se suprime. A proteção tem que estar lá antes da infecção.
Plante dentro da janelaCada dia de atraso custa 42 kg por hectare. Com a plantadeira velha, a fazenda inteira levaria 71 dias e a janela tem 60.
Monitore e entre no tempo certoFoco pequeno detectado cedo custa 1% a 2%. Ignorado por oito dias custa de 12% a 18%.
Colha e leia o relatórioEle decompõe fator a fator onde cada saca ficou e nomeia numa frase a decisão mais cara da safra.
A fazenda vista de cima em pixel art, com o produtor de moto entre os talhões
A fazenda. Dez talhões de 100 ha, sede, biofábrica, silo e loja. Você anda até onde vai decidir.
Relatório de colheita mostrando o efeito de cada fator sobre a produtividade
Onde cada saca ficou. Solo, stand, sanidade, clima, colheita e o balanço de nutrientes do talhão, separados.
Para quem é agrônomo, estudante ou consultor

Cinco coisas que ficam mais claras jogando do que lendo

Não é um jogo com verniz de agronomia. É um modelo agronômico que virou jogo, e cada mecânica abaixo existe porque a literatura mede aquilo.

01 · MANEJO BIOLÓGICO

Onde o bioinsumo paga, e onde ele não paga

O jogo tem um teto de controle biológico por alvo: ferrugem 16%, lagarta 80%. Você descobre na prática que gastar biológico tentando salvar uma folha já tomada é dinheiro fora, e que o mesmo produto no sulco, antes da infecção, muda a safra inteira.

A cada colheita o talhão atualiza o banco de inóculo de 0 a 5. Rotação com gramínea derruba. Trichoderma derruba. Soja atrás de soja sobe. Em três safras a diferença entre quem rotacionou e quem não rotacionou está escrita no laudo.

O jogo nunca erradica um foco. A área cai até um piso e volta a crescer quando o residual acaba, porque é isso que acontece no campo.

Painel de plantio com a teia de risco de doenças de solo do talhão
Perfil de doenças de solo do talhão. O polígono rosa é o que ficou das safras anteriores; o azul é o risco desta safra, já contando cultura, época e o que você pôs no sulco.
02 · ANÁLISE DE SOLO

O laudo deixa de ser papel e vira dinheiro

pH, V%, P, K, CTC, matéria orgânica e nematoide. A necessidade de calcário sai da fórmula de verdade, com a CTC dentro, e o efeito no V% depende dela: a mesma tonelada levanta muito mais um solo de CTC 4 do que um de CTC 8.

E o balanço fecha. Toda colheita exporta nutriente pela tabela de kg por tonelada, o V% acidifica com a lixiviação e com o nitrogênio aplicado, e a recomendação da safra seguinte soma reposição da exportação mais correção até o alvo. Adubar no chute vira mineração do solo, e o relatório passa a dizer isso com essa palavra.

Supercalcar também é erro, e o jogo cobra: acima de V% 70 o excesso começa a travar zinco, manganês, ferro e boro.

Painel do talhão com o laudo de solo, estoques de nutrientes e memória sanitária
O laudo do talhão. Além do solo, os estoques de P, K e N e a memória sanitária que o talhão carrega das safras anteriores.
03 · PRODUÇÃO DE BIOINSUMO

Multiplicar na fazenda é uma operação, não um botão

A biofábrica começa num container de 40 pés com quatro fermentadores. Bactéria fecha em um dia, fungo em dois, microalga em três. Lote de 500 litros sai com qualidade média melhor que o de 1.000, porque o controle é mais fino, e a eficácia final do controle é o produto de três coisas: eficiência do organismo × cobertura do pulverizador × qualidade do lote.

Dá para formular consórcio de dois ou três microrganismos para ampliar espectro, mas nem toda combinação convive no mesmo tanque. Escolher errado não dá erro: dá um lote pior, e você só descobre no resultado.

Cada produto tem dose por hectare e validade. Fermentar demais estraga, fermentar de menos deixa talhão sem cobertura na janela.

Balcão da biofábrica com estoque, fermentadores e seleção de microrganismos
Balcão da biofábrica. Estoque com qualidade e quantos hectares cobre, fermentadores ocupados e o catálogo para multiplicar.
04 · RESISTÊNCIA

Resistência é por modo de ação, ou a decisão não existe

Os químicos entram por nome de princípio ativo e grupo FRAC ou IRAC, e a resistência acumula por grupo e por talhão. Rodar triazol três safras seguidas queima o triazol naquele talhão enquanto a estrobilurina continua nova.

Duas regras de bula viraram regra de jogo: carboxamida no máximo duas vezes por safra, e multissítio na mistura corta pela metade a seleção do parceiro. É a razão técnica de o multissítio existir no programa, e a mesma lógica que faz o biológico valer.

Depois de dez safras e 675 aplicações, quem rotacionou terminou com 28%, 27% e 18% nos três grupos. Quem repetiu o mesmo par terminou com 43% num grupo só, e quebrou no ano 5.

Estação de calda com biológicos e químicos, mostrando eficácia e resistência
Estação de calda. O que vai no tanque, a compatibilidade entre os componentes, a eficácia esperada e quanto aquilo vai custar em resistência.
05 · GESTÃO DA FAZENDA

A conta que quebra a fazenda quase nunca é a agronômica

O custo fixo de R$ 2.240 por hectare por ano é cobrado todo mês, plantando ou não. O custeio é uma linha de crédito a 12% ao ano que corre juro todo dia, e o limite por hectare acompanha a sua média de soja das últimas três safras: o banco olha a ficha, não o mapa. Corretivo de solo entra em outra linha, de investimento, a 8,5% e seis anos.

Máquina deixa de ser troféu e vira capacidade operacional em hectares por dia. Silo é a diferença entre vender na colheita com 8% a menos e esperar o patamar bom, numa banda de preço que vai de 62% a 130% da média histórica.

Testamos tirando uma desvantagem por vez do produtor mediano. Formar capital de giro antes de comprar máquina comprou dois anos de vida. Rotacionar modo de ação comprou zero, porque ele quebra no ano 5 e a resistência só cobra por volta do ano 8.

Escritório com cotações e mapa da fazenda com custo e estimativa por talhão
Escritório. Cotações, silo, previsão do tempo e o mapa com custo por hectare e estimativa viva de cada talhão, com o que está tirando produtividade.
O que a simulação mostrou

Três produtores, a mesma fazenda, o mesmo clima. Muda só quem decide.

Nove campanhas de dez safras: três perfis em três mundos semeados. Mesmo solo inicial, mesmos veranicos, mesmos preços. Rodar em três mundos não é capricho: mudar uma única constante do motor reembaralha o sorteio inteiro, e já tiramos conclusões opostas sobre o mesmo perfil em execuções diferentes.

PerfilAnos que durouSoja Perda por doençaV% final Inóculo finalPior grupo FRAC
Profissional10 · 10 · 5 67,4 sc/ha5,9% 58,61,033%
Médio7 · 8 · 4 52,7 sc/ha11,0% 57,83,363%
Iniciante4 · 6 · 4 25,4 sc/ha30,2% 20,07,136%

O profissional fecha o ciclo

67,4 sacas por hectare, que é a faixa do IMEA em Mato Grosso. Banco de inóculo em 1,0 e nenhum grupo de resistência acima de 33% depois de dez anos e centenas de aplicações. A molécula dele continua funcionando no ano 10.

O médio queima a molécula

Chega a 63% de resistência no pior grupo porque repete triazol com estrobilurina a safra inteira e nunca usa carboxamida. O solo dele está bom. A fitossanidade é que cede.

O iniciante destrói o solo

V% em 20 e inóculo em 7,1. Curioso e revelador: a resistência dele fica mais baixa que a do médio, porque ele aplica tão pouco que nem chega a selecionar. Ele não perde para a resistência, perde para a ausência.

A medição que corrigiu a nossa própria intuição

Apostaríamos que o produtor mediano morria de fitossanidade. Medimos, tirando uma desvantagem por vez, e não é isso:

Alavanca testadaAnos de vida que comprou
Formar capital de giro antes de comprar máquina+2,0
Análise de solo em toda safra+1,0
Pousio quando a safrinha não paga+1,0
Rotacionar modo de ação0,0
Biológico junto na calda0,0
Guardar grão no silo0,0
Travar preço a termo0,0

O produtor mediano não morre de agronomia, morre de caixa. Rotacionar FRAC não o salva porque ele quebra no ano 4 ou 5 e a resistência só cobra por volta do ano 8: ele não vive o suficiente para o problema importar.

Calibração

Todo número tem fonte, e existe um teste que quebra se ele derivar

A calibração é o ativo mais caro deste projeto. Ela é verificada por um arnês que roda a campanha inteira em três mundos e afirma faixas, não números exatos, porque número exato quebraria a cada mudança de constante sem nada estar errado.

No jogoValorContra o quê foi calibrado
Custo total da sojaR$ 6.119/haAprosoja/MS 2025/26 mediu R$ 6.116
Custo fixo da fazendaR$ 2.240/ha/anoplanilha Aprosoja/MS, sem as linhas que não são desembolso
Soja de quem maneja bem67 a 73 sc/haIMEA-MT, recorde de 66,26 sc/ha
Potencial da soja média110 sc/haprotocolo GYGA (Yp 111) e campeões do CESB
Perda por atraso no plantio42 kg/ha por diaprotocolo GYGA, Soares et al. 2025
Custeio12% ao anofaixa do Plano Safra
Investimento8,5% ao ano, 6 anosPlano Safra
Bacillus sozinho na ferrugem11% a 14%rede de ensaios cooperativos da Embrapa
Programa químico na ferrugem75% a 80%mesma rede
Trichoderma no escleródio26% a 41%Embrapa, Circular Técnica 186, valor de campo e não de laboratório
Perda que sempre passapiso de 2,2%nível de dano econômico: nem a melhor lavoura colhe 100%
Banda de preço por safra62% a 130%série real: soja de R$ 65,68 em 2018 a R$ 151,16 em 2022

O yield gap é o arco da campanha

Aplicando o protocolo GYGA ao Brasil, o potencial climático da soja é de 111 sacas, o limitado por água é 91 e a lavoura comercial real entrega 50, ou seja, 55% do que a água permitiria. No Centro-Oeste, mais de 90% desse buraco é manejo, não chuva.

No jogo você começa colhendo perto de 54 sacas e termina perto de 76. Não é o jogo ficando generoso: é o solo corrigido e o banco de inóculo derrubado. É o yield gap fechando na sua mão.

E a fazenda não fica rica

A margem líquida do modelo ficou em 6,3%, contra 2,0% medidos no Mato Grosso do Sul e 17% em Goiás na safra 2025/26. Antes da auditoria o jogo entregava 44%, e era mentira.

Existem safras no vermelho, e elas existem de propósito. A série real do Centro-Oeste foi 47% em 2022, 25% em 2023, 3% em 2024 e 29% em 2025.

Mais telas

A fazenda por dentro

Tela inicial de escolha das linhagens do estoque da biofábrica
A primeira decisão. Quatro linhagens no estoque inicial da biofábrica, antes de a primeira safra começar.
Painel de correção do solo com calagem e adubação
Correção. Calcário pela necessidade calculada, fósforo e potássio pela recomendação que já conta o que a colheita vai levar.
Interior da biofábrica em container com quatro fermentadores
Dentro do container. Quatro fermentadores, bancada e os lotes em andamento. Você entra e opera cada um.
Talhão plantado visto de cima, com o produtor monitorando de moto
Monitoramento. Você atravessa a fazenda de moto e o foco aparece no talhão. Cada dia até identificar é saca.
Quadro de planejamento com visão geral dos talhões
Quadro de planejamento. A fazenda inteira numa tela, para decidir rotação e alocação sem andar até cada talhão.
Loja de máquinas e insumos
A revenda. Máquina por capacidade operacional, químico por princípio ativo e grupo, com o preço da decisão à vista.

A fazenda está esperando

Quem não conhece agronomia vai perder algumas campanhas, e tudo bem: quase todo produtor perde a primeira fazenda. A diferença é que aqui, quando você perde, o jogo diz numa frase o que custou mais caro.

🚜 Começar a primeira safra

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